24 de junho de 2010

Rei do Pop, título que não se repetirá

Se tem alguém que foi diretamente responsável para me fazer amar a música, esse alguém foi Michael Jackson. Lá no comecinho, bem comecinho, com Jackson 5, eu não era nem nascido. Comecei a ouví-lo em 1992, quando ele lançou o álbum Dangerous, com clipes passando, acreditem, no Fantástico e até mesmo no Jornal Nacional. O lançamento do clipe de Black or White, foi histórico, sem economia de efeitos especiais e com uma divulgação que até hoje não me lembro de ter visto igual. Estranho seria se já não estivéssemos falando do mesmo cara que quase 10 anos antes lançou Thriller, o maior clipe de todos os tempos, com 14 minutos de duração e superprodução pros padrões da época.
Michael Jackson sempre gostou de excentricidades. Foi o primeiro grande cantor negro a abdicar de todas as naturezas de sua cor, não somente esteticamente, mas comportamental. Seu pop funkeado do início de carreira sumiu para dar lugar a canções pop, que praticamente obrigavam a virar hits, hora dançantes, hora românticas. Mais tarde ele começou a se preocupar com a natureza, o mundo e as crianças. Suas músicas falavam de temas mais filosóficos, o que fez ele vender menos discos, mas Michael nem parecia se importar.
Marcou uma turnê de despedida que se chamaria This is It (música que ele gravou muitos anos antes com Paul Anka, autor de My Way, clássico imortalizado nas vozes de Elvis Presley e Frank Sinatra). Meses de ensaio e infelizmente, sua morte veio antes do show se concretizar. A turnê nem estreiou.
Dizem que já faz 1 ano. Nem sei a data da morte dele, nem me dei o trabalho de pesquisar. Isso não é importante agora. Só sinto como se fosse ontem, o choque da morte de um ícone, que tanto foi importante no desenvolvimento do meu gosto musical. O consciente humano não consegue assimilar direito que certos ícones mundiais são mortais como nós. Nos causa estranheza.
Nada disso, no fundo, importa muito, nem mesmo a morte de Michael Jackson. Sua obra está imortalizada, seja nos discos que cada fã comprou, nas mp3 que muitos baixaram (muita gente apenas pra conhecer a obra após a morte dele e saber ''quem é esse cara que falam tanto?'') ou nos eternos videoclipes que produziu.
Polêmicas?! A essa altura do campeonato, lembrar apenas delas, é muita pobreza de espírito.
Para esses pobres de espírito, vai o video abaixo:


22 de junho de 2010

Apenas Transição

O futebol não é mais o mesmo. Não o é há muito tempo, fato.
Calma, não falarei de futebol aqui. Não é minha área de maior conhecimento e está longe de ser. Mas foi o futebol que me fez ver o quanto o mundo está esquisito. Tem criança de 4 anos fumando um maço por dia; temperatura de 10º negativos no estado do Rio; Ozzy Osbourne lançar um bom cd depois de 19 anos; a primeira presidenta do Brasil será uma fantoche de seu antecessor sem nenhuma glória ou merecimento de ocupar o cargo que ocupará; o McDonalds comete a absurda redundância de fazer um sanduíche especial para a Copa do Mundo chamado Mc Estados Unidos(!); e o Brasil, pela primeira vez em sua história, chega a uma Copa como favorito sem contar com nenhum grande craque.
Os maias estavam certos? Há algo de estranho acontecendo às vésperas de 2012. Se os ET's chegarão, se Jesus retornará, ou se apenas um alinhamento planetário ocorrerá, isso tudo eu não faço a menor idéia. Sei apenas que tenho me sentido incomodado de ver tanta coisa esquisita aglomerada, tanta anormalidade em meio a um costume estagnado que havia há até pouco tempo atrás.
Tenho apenas pensado no que posso fazer para exercer meu papel em meio a isso tudo. Trabalhar apenas? Viver rindo (ou chorando, lamentando, etc) do cotidiano fútil que vivemos. Somos todos bossais. Nós pensamos que pensamos, mas somos manipulados por cada peido que alguém possa dar do nosso lado.
Façamos da nossa vida menos pior e com mais sentido. Mas.............. COMO?

7 de junho de 2010

Orkut x Facebook

O mundo deve ser anti-semita. O orkut foi criado por um judeu de mesmo nome, é mais fácil de usar, interface mais amigável e mais simpático. O facebook é mais usado no mundo todo, menos no Brasil, que perde do orkut. O Brasil, como sempre, dando um show de falta de preconceitos. Até porque, não consigo ver outro motivo para o facebook ser mais usado.

4 de junho de 2010

Ser

Quando Shakespeare começou com aquele papo de ''ser ou não ser? eis a questão'' , ele fez meio mundo pensar sobre a pergunta mais básica que já foi feita. Escolhermos entre duas coisas. Duas alternativas e só um resultado.

Chego na despensa e tem dois pacotes de biscoito. Um com recheio de chocolate outro de morango. Soem as trombetas, por favor. Chocolate e morango. Uma escolha. Qual abrir ?
Parece banal. E é. Mas já parou para pensar em quantas vezes nos deparamos com situações como essa? Você tem que fazer uma escolha simples, e por segundos (ou até mesmo uma fração deles) vocês está num impasse, até escolher uma das alternativas e acabar de maneira simples com aquilo.
O que te leva a escolher? Indiferença? Preferência? Pressa? Um lapso de irracionalidade?
Poucas vezes eu me enxerguei como um grandessíssimo idiota, humano, ridículo, limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal, como eu me enxerguei hoje. Algo tão simples, mas que me fez pensar.
Gosto de morango. Gosto de chocolate. O que escolher?
Muitos responderiam: deveria abrir os dois pacotes e comer um pouco de cada um. Mas uma simples escolha tem que ser tão difícil por que?

Escolhi morango. Amo chocolate. Não usei Uni Duni. Deveria, mas não usei. Apenas peguei um dos dois pacotes depois de olhar por alguns segundos - uns 10 ou 15 para ser mais preciso - e acabar com um impasse que mais me pareceu uma eternidade.

Vou tentar não pensar muito mais sobre a minha escolha, nem pensar se da próxima vez escolherei o chocolate. Até porquê, dessa vez só terá o de chocolate lá me esperando.
Coitada da minha mente na próxima compra de mês.

24 de maio de 2010

LOST: um divisor de águas

Eu não sou fã de me reunir com ninguém nem para ver final de Copa do Mundo. São raras as vezes que estou com humor para ver meu time do coração com muita gente ao meu lado. Gosto do meu sofá, sozinho, vazio. Parece que meus pensamentos cabem melhor na minha sala se eu estiver sozinho. Com muita gente, eles sofrem chiado, interferência, congestionamento de canais...
Lost foi uma série que me fez ter vontade de reunir os amigos e fazer uma agradabilíssima reunião caseira para todos compartilharem desse momento aguardado por 6 anos. Alguns desses meus amigos, estavam ao mesmo tempo que eu assistindo, outro viram tudo em menos tempo para ficarem 'em dia' com a série e deram continuidade. Um amigo inclusive, viu tudo em menos de 2 meses, logo, coisas de episódios longínquos estavam fresquinhas na memória dele. Achávamos que isso seria um fator bastante relevante, não foi. Nem um pouco por sinal.
Veio o final, a frustração somou-se à angústia da espera, não somente para chegar o grande dia (dia 23 de maio de 2010, ontem, data da exibição do final de Lost nos EUA), mas também por esperarmos até 6 horas da manhã (do dia 24, óbvio) pela legenda do episódio. Mas por que frustração? O episódio conclusivo foi um grande lixo? Não acho que foi e nem acho que as próprias pessoas que disseram isso pensam assim. A expectativa gerada foi enorme. Achávamos que produtores e roteiristas da série jamais iriam nos dar algo que fosse menos do que ''fantástico'', ''épico'', ''avassalador'', talvez até palavras inexistentes para idealizar o roteiro perfeito, a conclusão de uma história feita de maneira impecável. Lost nada mais era/foi do que uma história sobre seres humanos, feita por humanos, para humanos. Não seria em momento algum uma história sobre deuses, heróis, mitos ou mistérios relevantes para mudar a vida de alguém. Ursos polares, números enigmáticos, pé de estátua com 4 dedos, imortalidade, eletromagnetismo, etc. E os homens e mulheres (personagens) ali envolvidos? Muitos espectadores (a maioria) acabaram deixando-os de lado, inclusive eu. Logo, o final não agradaria nem gregos nem troianos.
Houve quem tenha dito antes ''no final, todos estavam mortos'' e agora acha que estava ''certo desde o começo''. Longe de ser um limbo, um purgatório, a ilha era palpável, vida real, uma provação REAL que qualquer um de nós pode passar no nosso dia-a-dia, sem nos darmos conta de que algo pós-vida está em jogo. Pensamos durante alguns anos, que tudo seria explicado e concluído, sem vermos por trás o verdadeiro sentido da ligação que todos os personagens exerceram esse tempo todo.
Ok, você está lendo isso pensando que estou satisfeitíssimo com a conclusão da série. Não! Eu estou decepcionado e frustrado como toda a torcida do Flamengo, do Corínthians e do Íbis. Acho que essa filosofia toda foi mostrada de maneira brega, óbviamente piegas ao extremo e não condiz com 10% do que a série foi. Tive que descansar, relaxar e assentar as idéias na mente pra saber o que eu próprio pensei a respeito. Não tinha como digerir rápido.
Uma série merecer um post já é um grande mérito, ainda mais vindo de um cara que não é um entusiasta de televisão e seus canais. Lost teve seus méritos incontestáveis, balançou todos nós, e talvez, para o nosso bem, deu adeus sem nos causar nem um pingo de saudade. Esse foi seu maior derradeiro mérito.
Obrigado Lost.