Ao observar a educação que a filha de um casal de amigos recebe no início de sua vida, pude ter certeza que muito da nossa degradação cultural, se deve a falta de participação dos pais na formação do tipo de cultura que aquela criança consome. Não que ela não receba esse tipo de aprendizado dos pais. Pelo contrário. Provavelmente ela irá destoar da maioria dos coleguinhas e ter um prévio conhecimento cultural, principalmente musical, para ser mais seleta na hora de escolher o que ouvir nas horas de lazer.
E como isso afeta a educação de uma criança? De diversas formas, principalmente fazendo ela fugir das armadilhas mais nocivas que a subcultura de um país pode oferecer. Quando vivemos a era do tal 'quadradinho de oito', ou outras danças de gosto duvidoso trazidas para o sudeste desde o boom do axé no país com 'boquinha da garrafa' e coisas desse naipe, ficamos sujeitos a degradações cada vez mais incisivas.
Será que podemos ser incisivos numa outra direção? A filha desse casal de amigos me parece ser a prova que podemos proporcionar uma educação incisiva sem sermos ditadores culturais. Sem você determinar o que aquela criança, futuro cidadão formado, terá dentre seus gostos, você pode apresentá-la e ambientá-la num contexto mais elaborado. Acredito que certos meios de subcultura impedem incisivamente tal capacidade - comum a todos nós no início da vida - de conhecermos e escolhermos livremente, sem contaminação o que se pode consumir em termos de cultura. Afinal, qual cidadão com o mínimo de bom senso, ainda que tenha o QI de uma ameba, pode achar um funk mais benéfico culturalmente do que Beatles?!
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Há 11 anos
