30 de outubro de 2007

2014 se eu estiver aqui, estarei rindo do dia de hoje.
Qualquer pessoa bem informada, sabe que hoje, nosso querido país foi eleito - por ter sido o único candidato - o país sede da Copa do Mundo de 2014. Sabemos também que a FIFA não é uma entidade lá muito simpática e geralmente conhecida por ser irredutível. Imaginemos portanto a quantidade de obstáculos que teremos nesses 7 anos para atender às necessidades de um campeonato com a grandiosidade de uma Copa.
O Governo terá que gastar um dinheiro bem considerável para manter os traficantes quietos durante a competição, assim como fez durante o Pan. Exército nas ruas para nos passar uma pseudo-segurança. Estádios que serão reformados e que antes mesmo da entrega, serão saqueados em tudo que puderem roubar, como por exemplo (chuveiros, maçanetas de portas, cadeiras quebradas, torneiras e etc), como foi o caso do Engenhão, que foi inaugurado antes do Pan com um torneio e teve mais de 600 itens roubados de suas dependências praticamente novas.
Uma coisa é certa, se no dia da abertura da Copa de 2014, estivermos com nossa atenção voltada pra algum estádio brasileiro (provavelmente o Maracanã), nós estaremos vivendo num país infinitamente melhor que o atual, onde teremos praticamente acabado com a corrupção, tráfico de drogas será insignificante e balas perdidas seriam notícias de um passado esquecido. Obras teriam seus prazos de entrega respeitados, para que a FIFA inspecione e confirme a Copa em julho de 2012. Caso isso não aconteça, 1 mês depois, a FIFA anunciaria, em caráter extraordinário, que a Copa foi direcionada emergencialmente para um dos países do G7, os únicos que teriam condições de preparar um evento desse em tempo recorde.
Dizem que "comemorar é típico de brasileiro que não tira a bunda da cadeira pra fazer algo de útil para melhorar sua pátria". Mas é complicado analisar o que cada um de nós faz diariamente pelo Brasil. Eu mesmo, escrevendo esse post, perdi um tempo em que poderia estar tentando ajudar alguma pessoa necessitada e transformá-la num ser humano melhor. Assim já seria uma melhora para esse país, portanto, até o próximo longínquo post.
Abraços a todos e fiquem com Deus.

29 de julho de 2007

Cheguei a debater com minha mãe (bloggueira nata), sobre a periodicidade recomendável para um blog. Continuo achando que não se deve haver uma. Postar é algo totalmente involuntário para mim. Quando sai algo de mim, tem que vir pro blog sempre. Mas às vezes, rola uma terrível ausência de idéias. Não é meu caso agora, por isso que pensei sobre as últimas porradas da vida. E que porradas...
Sem fazer desse post um dramalhão mexicano, já vou resumindo que em menos de 1 mês, eu perdi uma amizade de mais de 8 anos, tive uma frustração na minha cirurgia no joelho (graças a Deus não foi uma total tragédia - terá solução daqui uns 5 meses) e uma decepção com uma pessoa como poucas tive na vida. Mas essa última foi quase que uma total culpa minha e disso, vou tirar a boa e velha lição que sempre devemos assimilar nesses casos: aprendizado para o futuro.
Aprender é fácil. Quem é dotado do mínimo de inteligência, aprende que certos erros, só servem para nos ensinar. Até um animal - já dizia meu pai desde que sou pequeno - aprende a não passar num buraco se um dia caiu nele. Por que será que nós, ditos seres racionais, caímos às vezes no mesmo buraco 2, 3 até 4 vezes ? Intrigante demais isso pra mim. Até porque, eu próprio sempre me vangloriei de ser O Cara Racional, e justo na hora que mais precisei provar isso para mim mesmo, me deparei com um Pedro que eu desconhecia. Um Pedro burro, um Pedro que se auto-protege muito pouco, quase nada. Um Pedro que deixou de lado qualquer tipo de raciocío lógico para ir ao lado menos erudito da vida... um lado que nos últimos tempos eu não estava muito próximo.
De 3 semanas para cá, andei revendo coisas. Quase nada muda daqui pra frente. Poucos denominadores comuns foram encontrados. Muitos aprendizados foram somados e a vida, o mundo, eu próprio, meu dia-a-dia e principalmente algumas (pouquíssimas) pessoas, me fizeram ver que ficar de pé sempre é bom, sempre é útil e sempre é o modo mais inteligente de continuar sobrevivendo, ou melhor ainda, VIVENDO. De sobrevida eu quero passar longe. Ficar em pé, seja no modo literal ou metafórico, é o que pode e DEVE nos deixar mais orgulhosos.
Hoje tive uma conversa com uma grande amiga, onde eu quase me auto-exorcizei de tudo de negativo acumulado. Sim, chorei, chorei como um homem deve chorar. Há uma musiquinha idiota de rádio que diz "Big Girls don't cry". Ainda bem que grandes homens, de acordo com a música, podem chorar. Hoje posso dizer que além de um homem grande, sou um grande homem.

13 de julho de 2007

Coisas que me impressionam mesmo depois de mais de 10 anos de tê-las ouvido pela primeira vez:

-solo de baixo do John Myung (Dream Theater) em 'Metropolis'
-solo de guitarra do Adrian Smith (Iron Maiden) em 'The Number of The Beast' , o 2º solo da música
-solo de guitarra do Dave Glmour (Pink Floyd) em 'Comfortably Numb'
-berro do Bruce Dickinson (Iron Maiden) no final de 'Flyght of Icarus'
-solo de guitarra do Slash em 'November Rain'
-vocalização dos 4 Beatles com MUITO reverb em 'Because'

3 de junho de 2007

Tem dias que a gente tem muito o que falar. Tem dias que a gente acorda com vontade de gritar pro mundo inteiro certas coisas que estão guardadas. A minha maneira de extravasar isso, é escrevendo. O que farei com aquilo que escrevo, é que varia muito. Estou desde janeiro sem postar algo aqui. Acho muito oportuno colocar um texto depois de tanto tempo e tendo tanto pra dizer, como é o caso agora.
A tristeza que toma conta de mim, é na forma mais camuflada possível. Ela consegue chegar ao ponto de se esconder até de mim mesmo. Ficar verborrágico é um bom sinal por um lado, mas pelo outro não. É bom porque você falando, escrevendo, soltando, consegue desabafar e ver nisso, uma forma de diminuir os males de uma tristeza. É ruim, porque você acaba falando demais e apenas poucos dias (ou poucas horas) depois, acaba se arrependendo de boa parte daquilo que você falou, ou escreveu. Escrever cartas nem sempre resolvem. Tem certas vezes que não precisamos de um destinatário. O blog é isso, independe de público. Ele continua existindo com ou sem público. É claro que quando se tem leitores em demasia, nossa influência acaba sendo, de certa forma, influenciada.
Tudo que me faz raciocinar no momento, é uma tristeza indecifrável, daquelas que eu mal sei o motivo quando aparece. É algo muito doido, um tanto quanto estranho e incômodo. Não sossegaria se não chegasse agora de manhã no trabalho, em pleno domingo, e não expusesse esse inconformismo todo com a vida, as pessoas, enfim, todas as idéias à minha volta, que eu não concordo e/ou não consigo conviver com elas.
É triste como algumas pessoas aparentam ter uma ausência total de sentimentos, solidariedade ou camaradagem pelos outros. É triste quando você espera que será recompensado de alguma forma. Que há alguma força superior, divina, ou algo do tipo, olhando seus passos, julhando-os, mas que no fim das contas, tudo parece ter passado em branco, tudo parece que nem sequer foi feito, nem existiu. A vida em vão, tudo em vão. Será que isso é aceitável? Será que viver é só isso? Será que viver é apenas deixas as coisas acontecerem e não ficar esperando nada da vida? Será que esperar algo é um erro ou o certo é deixas as coisas seguirem seu fluxo? Ansiedade? É, pode ser.

25 de janeiro de 2007

Chega uma hora na vida, que a gente desanima em relação a quase tudo. O que nos prende no mundo dos vivos, acaba sendo o mais forte de nossos estímulos ou sonhos. Muitas vezes eles podem ser reservados, dependendo de pessoa para pessoa. Numa cidade onde saímos de casa sem saber se voltaremos no fim do dia, se veremos as pessoas que amamos novamente, sem sabermos se o dia de amanhã nos reserva uma triste desgraça ou uma inesperada alegria, nós acabamos nos acostumando com essa idéia. O costume é tanto, que passamos a achar normalíssimo perder um amigo ou parente querido num ato de violência. Isso banaliza a vida, vulgariza a morte, desvaloriza os sentimentos e alimenta uma alienação.
O que me mantém em pé hoje, não chega a ser meus joelhos exatamente, pois um deles não está muito confiável (piadinha infame). Minha vontade de sair de manhã cedo de casa para trabalhar é simplesmente a vontade de ter sucesso na realização do maior objetivo da minha vida: voltar a jogar basket. Nunca fui um atleta nato, porém, privar-me de fazer o que mais gosto, é um pecado capital, é um crime para comigo mesmo. Revi o filme Coração Valente outro dia, onde uma frase de William Wallace me fez reforçar ainda mais a minha força de vontade atual: "todo homem morre, mas nem todo homem vive". Eu quero e muito viver.
Num momento único da minha vida, onde Murphy chegou às vias de me esquecer por um tempo e dar uma trégua à minha tão maltratada sorte, só me resta esperar que todos os sinais de melhora reflitam na minha vida, um significativo resultado. A luta é isso, a vida é isso. Sem essa de "a luta continua companheiro", pois quando se espera que ela continue, é porque você já cogitou pará-la. A minha durará mais de 1 ano e meio.
Que a Força esteja com você, Pedro!